Colegas,
entre junho e julho de 2018 o S.TO.P., tendo em consideração o que milhares de professores expressavam, dinamizou possivelmente a maior greve de sempre na Educação.Essa greve às avaliações teve tanto impacto que o M.E./governo tentou destruí-la por diversas vezes com várias ilegalidades e atropelos (questionando o direito à greve, férias e outras formas de intimidação). A situação foi tão evidente que até os inspectores denunciaram publicamente o M.E. Como é do conhecimento de todos o S.TO.P. foi intensamente caluniado não só pelo M.E. mas também por outros responsáveis. A classe docente podia ter ganho se outros não tivessem chegado tarde e partido tão cedo nesta importante batalha.Como “o que não avança recua”, os professores estão menos mobilizados agora. Isso é evidente nas iniciativas que todos os sindicatos docentes marcam (Iniciativas nacionais e regionais, Manifestação nacional de 5 de outubro, etc). Se dúvidas houvesse, temos o exemplo paradigmático da manifestação nacional de 19 de maio que teve mais do dobro dos professores a participar do que a recente manifestação de 5 de outubro… Por que será?

Neste contexto o S.TO.P. tornou público que, ainda mais do que o normal, seria necessário a classe docente juntar forças com outros sectores da função pública que também têm sofrido ataques semelhantes do mesmo governo. Este governo é altamente injusto mas é extremamente hábil a “dividir para reinar” e nos acreditamos que é fundamental romper com esta lógica divisionista entre trabalhadores que só favorece o governo (que continua unido nos seus ataques na Educação, Saúde, etc).

Nesse sentido convidámos há várias semanas as principais centrais sindicais CGTP e UGT (que englobam os sindicatos da função pública incluindo os principais sindicatos docentes) a reunir, nomeadamente para tentar juntar forças numa greve de vários dias para pressionar significativamente o governo (e não apenas um dia de greve), antes da aprovação na generalidade do Orçamento de Estado a 29 de outubro. Infelizmente, mais uma vez, como tem acontecido com os sindicatos/federações docentes, não nos responderam… Apesar desta postura, e como desde fevereiro de 2018, continuaremos de uma forma não sectária a convidar a juntar forças em defesa da nossa classe docente todos os sindicatos/federações docentes e não só.

Mesmo considerando-a insuficiente, apoiamos a greve da função pública de dia 26 de outubro (que engloba a classe docente). Em mais uma batalha importante entre o governo/M.E. Vs os trabalhadores/professores, o S.TO.P. não tem dúvidas de que lado devemos estar (se todos tivessem a mesma postura talvez o desfecho da greve às avaliações de junho/julho tivesse sido bem diferente).

Não desistimos e continuaremos a lutar pelo que é nosso (942), contra a precariedade docente (AEC, contratados, lesados da segurança social), contra as ilegalidades do M.E. e alguns diretores, etc.

Ajuda a renovar, rejuvenescer e refundar o sindicalismo docente, adere ao S.TO.P.

JUNTOS SOMOS + FORTES!

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