A ponta do iceberg de um crime público desconsiderado

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No último episódio visível de violência escolar, amplamente público, um professor de 63 anos, na Escola Básica Francisco Torrinha (Porto) foi vítima de um crime público na sala de aula (ver aqui).
O S.TO.P., antes mais, repudia toda e qualquer forma de indisciplina, desautorização das funções dos profissionais da Educação e violência exercida sobre qualquer elemento da comunidade educativa, independentemente dos seus protagonistas.

Mas o repúdio não basta para combater uma problemática como esta, assim:

– O S.TO.P. já enviou uma mensagem de total solidariedade ao colega agredido, transmitindo-lhe que, desde já, disponibilizamos todo o apoio necessário e possível (aconselhamento/apoio jurídico);

– Contactámos a Direção do Agrupamento (Garcia da Horta), coordenação do estabelecimento escolar e a Associação de Pais – todos até agora publicamente em silêncio -, solicitando uma reunião e apelando a uma tomada de posição clara e pública, pois “a condenação de todo e qualquer tipo de violência que envolva alguém da comunidade escolar, bem como o bom nome da escola/agrupamento devem, antes de mais, ser uma prioridade por parte de qualquer dos seus agentes”.

– Contactámos o Ministro da Educação (com conhecimento do 1º Ministro), solicitando uma reunião com caráter de urgência e que, antes de mais, rapidamente tome uma posição pública sobre mais esta agressão a um profissional do Ministério que tutela, denunciando o seu silêncio “ensurdecedor”, tanto mais quanto se trata de um Ministro que chegou a afirmar que ia “defender radicalmente os professores”.

Mais do que tomar uma posição pública sobre um caso particular (“apenas” a ponta do iceberg), pretendemos dar relevância a todo este grave problema de violência/indisciplina escolar, o qual afeta -todos os dias- muitos dos que trabalham nos estabelecimentos escolares. Nesse sentido o S.TO.P. em março de 2019 aprovou a criação de um grupo de trabalho especificamente sobre esta temática da violência/indisciplina escolar. Este grupo de trabalho terá como objetivo, nomeadamente, estudar as suas complexas causas, denunciar esta problemática confrontando as entidades responsáveis (sabemos que muitas direções escolares e o próprio ME querem silenciar este problema) e dar o melhor apoio possível às vítimas.

JUNTOS SOMOS + FORTES, também contra a violência/indisciplina escolar