Assassino silencioso (também) nas escolas

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Como é público, o S.TO.P. além de já ter ajudado a fazer o que ainda não tinha sido feito nomeadamente em defesa dos 942 para todos os professores (obrigando o governo e alguns diretores a cometerem graves ilegalidades contra a greve/férias docentes ou ter sido o único sindicato a apoiar a ILC), também ousa fazer o que ainda não tinha sido feito em outras áreas que considera importante (ex: contra a violência sobre quem trabalha nas escolas, defesa dos colegas das AEC, dos lesados da segurança social, etc).

Uma das lutas em que o S.TO.P. também ousou fazer diferente foi na defesa da saúde (contra o amianto escolar) para todos que frequentam as escolas, principalmente, defendendo as crianças e jovens que são o futuro do nosso país. Pressionámos e trabalhámos de várias formas (cordões humanos, sessões de esclarecimento com especialistas/médicos, conferências de imprensa, reuniões sindicais sobre o amianto, contactos com Associações de pais/encarregados de educação, colaboração com a SOS Amianto, etc) e em várias escolas do país (Mira-Sintra, Oliveira do Hospital, Coimbra e Cascais). Apesar de, também nesta temática, termos convidado outros sindicatos/federações docentes para juntar forças, continuamos a ser o único sindicato docente que tenta mobilizar nas escolas e na rua para este gravíssimo problema de saúde pública. Infelizmente a reportagem da SIC de 8 de abril apenas reforçou (ainda mais) a preocupação que já tínhamos sobre a situação insustentável que se vive em muitas escolas. Não aceitamos que, apesar de falsas promessas de resolução, se continue a sujeitar diariamente milhares de crianças, jovens e profissionais da educação a uma substância altamente cancerígena.

Continuamos na luta: TIREM-NOS O AMIANTO, NÃO O TEMPO DE SERVIÇO!

Reportagem completa da SIC:

https://sicnoticias.pt/programas/investigacao-sic/2019-04-08-O-amianto-em-Portugal