Fechar as escolas pela saúde pública

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Desde ontem a Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, foi oficialmente declarada uma “pandemia”.
Isso oficializa o que muitos já previam, esta doença está a espalhar-se de forma descontrolada a nível internacional (em Portugal aumentou 33% face ao dia de ontem).

O governo, supostamente, apoia-se nos “peritos” do Conselho Nacional de Saúde Pública para, como tudo indica, anunciar brevemente a manutenção do funcionamento da esmagadora maioria das Escolas. Mas é importante esclarecer que estes ditos “peritos” não são especialistas em epidemias e muito menos em pandemias e, neste Conselho Nacional, até temos membros com ligações à indústria farmacêutica e uma composição essencialmente institucional e não técnica.

Será razoável manter as escolas abertas quando tantas universidades e colégios privados já anunciaram suspensão das aulas?
Cancelam-se (e bem) reuniões, formações, iniciativas culturais e fecham-se museus para evitar ajuntamentos significativos de pessoas mas as escolas, onde temos muitas vezes centenas de alunos concentrados em corredores fechados, mantém-se em funcionamento?!?

Naturalmente que fechar as escolas teria um grande impacto económico mas, mais uma vez, é gritante o contraste entre a vontade política em que se decidiu (e continua a decidir) milhares de milhões de euros para salvar banqueiros, com a falta de vontade política, agora, para salvar a nossa saúde e a dos nossos filhos. Que governo é este que prioriza a saúde económica de banqueiros face à saúde pública?

Em defesa da saúde pública o S.TO.P. apoia as Escolas que optaram e que poderão vir a optar por encerrar em defesa da saúde pública e defendemos que o Estado deve pagar na íntegra a todos os trabalhadores que ficam em casa para acompanhar os seus filhos.

Como sempre sem sectarismo, o S.TO.P. apela a todos os sindicatos da área da Educação que tenham uma posição semelhante em defesa da saúde de todos os Profissionais de Educação e dos nossos alunos.