Greve de 11 a 22 de novembro

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O S.TO.P., no início deste ano letivo realizou uma luta nacional pela efetiva retirada do AMIANTO nas escolas onde milhares de trabalhadores e alunos estão expostos a esta substância proibida e comprovadamente cancerígena. Muitas pessoas de várias comunidades educativas aderiram à luta contra o amianto, quer através de greves que conduziram ao encerramento de escolas, quer em marchas e cordões humanos com milhares de pessoas contra a ineficácia e mentira do governo sobre este tema. O mês de outubro de 2019 foi o mês com mais ações (e mais fortes) de protesto, desde sempre, contra o amianto escolar, o que expressa, sem dúvida, que para muitas pessoas este grave problema de saúde pública e ambiental é bastante importante. Se só com um único sindicato a apoiar esta luta conseguimos este histórico mês de outubro, imaginemos se mais sindicatos quisessem juntar forças nesta luta (como o S.TO.P. insistentemente fez ao convidar inúmeras vezes todos os sindicatos/federações docentes desde março de 2018, infelizmente sem qualquer resposta).

Entretanto, episódios de VIOLÊNCIA contra professores e funcionários colocaram, de igual forma, na ordem do dia a resolução deste grave problema que afeta os profissionais da educação, bem como, a desvalorização e a consequente falta de professores e funcionários por todo o país. Assim, juntam-se a esta luta reivindicativa um mais amplo sector de profissionais da Educação em defesa do fim da violência e impunidade nas escolas mas, também, pela resolução da falta de professores e funcionários e pela sua valorização e rejuvenescimento.

É neste contexto que o S.TO.P. convoca duas semanas de luta, a nível nacional, mediante pré-avisos de GREVE no período de 11 a 22 de Novembro.
Neste período TODOS os profissionais da Educação (professores, funcionários, psicólogos e técnicos) das diversas escolas e/ou agrupamentos podem organizar-se para efetuar dias de greve com encerramento das escolas, realização de manifestações ou outras iniciativas tendo em conta o estado de mobilização de quem trabalha nessas escolas. Consideramos, à semelhança do que aconteceu na greve às avaliações de junho/julho de 2018, que devemos organizar fundos de greve locais para que os custos sejam os mais baixos possíveis para cada um (e com o máximo de impacto possível). Como no passado, mas agora com a ajuda de todos os profissionais da Educação, confiamos na inteligência e na capacidade organizativa de quem trabalha nas escolas.

O objetivo da greve que convocamos é mostrar a nossa contestação encerrando escolas. Só a nossa mobilização e coordenação na organização dos professores e funcionários em greve permitirá fechar as escolas por vários dias sem perdermos tantos dias de salário. É isso que devemos fazer neste período de 2 semanas.

Iremos realizar encontros regionais abertos a todos os profissionais da Educação (sócios e não sócios do S.TO.P) nas cidades onde temos recebido mais solicitações para dinamizarmos reuniões sindicais: 5 de novembro em LISBOA (19h30), 6 de novembro em LEIRIA (18h) e COIMBRA (21h30), 7 de novembro em BRAGA (18h) e PORTO (21h30).

A nossa luta é justa e necessária. Façamos deste período de luta uma clara demonstração da urgência na resolução destes graves entraves ao funcionamento da Escola Pública e ganharmos novas forças para outras importantes lutas pendentes.

TODOS juntos seremos + fortes!