Não desistimos! Tirem-nos o amianto não o tempo de serviço!

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Como é público o S.TO.P. foi o primeiro sindicato docente a dinamizar ações de rua contra o amianto escolar (apesar de termos convidado por diversas vezes a juntar forças os outros sindicatos/federações infelizmente sem sucesso). Desde o início que dinamizamos protestos/denúncias contra o amianto (primeiro numa escola de Mira Sintra, depois em Oliveira do Hospital, mais tarde na cidade de Coimbra e mais recentemente em Cascais).
Também como é público  durante o mês de janeiro, o S.TO.P. foi várias vezes à Secundária de Cascais,  alertamos a SOS Amianto (que também foi connosco à Secundária) e contactamos com professores, pais, direção escolar e alunos. Em conjunto, informamos a Associação de pais relativamente ao tipo de análise a  fazer para descobrir o grau de exposição ao amianto na escola. Se dúvidas houvesse que a Secundária não oferece as mínimas condições de saúde para quem a frequenta os seus espaços, o recente resultado da qualidade do ar (recebido pela Associação de Pais a 13 de fevereiro) não deixou qualquer dúvidas e levou a ACT a encerrar várias salas da Secundária. Por isso, mais uma vez, o S.TO.P. esteve hoje na Secundária de Cascais.

 

O ME pode realmente, como mais uma vez promete, garantir a segurança de todos os alunos, funcionários e professores?
Quando sabemos que:
1) este nada fez para proteger esses mesmos alunos, funcionários e professores que frequentaram durante tanto tempo estes espaços considerados agora altamente perigosos por causa do excesso de amianto?
2) há casos de escolas no nosso país onde foi permitido  que o amianto fosse retirado por trabalhadores (totalmente protegidos) enquanto alunos, funcionários e professores sem qualquer proteção circularam a poucos metros?
Não só pelo tempo de serviço roubado aos docentes mas também por muitas outras situações (como esta do amianto) o ME (e este governo) demonstraram não ter problemas em mentir-nos.

O S.TO.P. continuará ao lado dos professores, funcionários, pais e alunos que queiram legitimamente lutar pela sua saúde/vida! Apelamos, mais uma vez, a todo o movimento social e sindical para que se junte em defesa da saúde não só destes trabalhadores (funcionários e professores) mas também das nossas crianças/jovens!”