Colegas, temos lido alguns comentários a estranhar a “paragem” do S.TO.P., nomeadamente na convocatória de greves.

ATENÇÃO colegas, não podemos confundir o que S.TO.P gostaria, ou os nossos desejos pessoais, com a realidade em que se encontram as condições atuais da mobilização da classe, após a oportunidade desperdiçada em junho-julho, pela quase totalidade das organizações sindicais.

Já demonstrámos, inequivocamente, que somos um sindicato diferente e que, quando há condições de mobilização, conseguimos FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO em defesa da Escola pública.

NO ENTANTO NÃO SE FAZEM OMELETES SEM OVOS…
O S.TO.P. conta, quase exclusivamente, com as capacidades de mobilização da classe docente. Como organização sindical, para já, ainda temos uma logística incomparavelmente inferior aos sindicatos/federações tradicionais (alguns com centenas de funcionários exclusivamente para o trabalho sindical, enquanto o S.TO.P. continua com TODOS os seus dirigentes e ativistas com horário completo nas escolas).

Mas, neste momento, de menor mobilização na nossa classe docente, o S.TO.P. NÃO ESTÁ PARADO. Continuamos em defesa da nossa classe docente:

•a juntar forças em manifestações em defesa da nossa classe (ex: manifestação dos colegas lesados da segurança social em Braga, Celorico de Basto e agora, em novembro, no Porto);

•a auscultar colegas dentro e fora das escolas (temos estado e ido às escolas);

estudar a viabilidade e tentar concretizar algumas das propostas de luta que temos recebido desses colegas;

•trabalhamos em processo judicial contra o ME e alguns directores e ainda na impugnação à portaria de 3 de agosto;

•Reunimos com os diversos grupos no Parlamento (onde incluímos a defesa da ILC);

• Estamos a trabalhar para cumprir as exigências legais para a manutenção da nossa legalidade como sindicato (respondendo aos ataques de vários poderes instalados). SÓ ISSO PODERÁ GARANTIR QUE NO FUTURO, quando houver condições, A CLASSE DOCENTE POSSA VOLTAR A CONTAR COM O S.TO.P. para marcar as lutas que decidir (como aconteceu em junho/julho passado);

•respondemos às dúvidas de colegas (apesar de nesta fase nos ser impossível responder atempadamente a todas as largas centenas que recebemos e, por isso, para tentarmos ser maís céleres, criámos um email exclusivamente para associados).

O S.TO.P. prepara a sua organização para podermos dinamizar a luta necessária e mais forte pelos direitos e reivindicações dos professores.

Neste sentido, conseguimos uma parceria no apoio jurídico aos sócios com um dos mais experientes escritórios de advogados de direito laboral do país (Escritório Garcia Pereira).

O S.TO.P. não é sectário e por isso participamos em greves dinamizada por outros sindicatos docentes (nós, independentemente da nossa opinião sobre as greves convocadas por outros, não sabotamos qualquer greve de outros sindicatos).

Quando a classe voltar a mobilizar-se – e isso, mais cedo ou mais tarde, voltará a acontecer – mais uma vez se verá quem puxa a luta para a frente e quem puxa para trás.

O S.TO.P. sem logística quase nenhuma já fez o que fez em junho e julho de 2018, imaginem o que poderemos fazer se tivermos mais sócios/logística.

DÁ FORÇA (sindicaliza-te) a quem já demonstrou que não tem amarras a outros interesses sem ser aos professores.

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