Por que continuar a greve em julho e agosto?

Por que a greve do S.TO.P. vai até 31 de julho?

Não julgamos os colegas que perante o cansaço e/ou perante a campanha concertada entre o ME, alguns Media e outros responsáveis decidiram não continuar a greve.
A maioria da classe docente sentiu-se, mais uma vez, totalmente desconsiderada e defraudada com o resultado da reunião de 11 de julho. Isso manifestou-se nomeadamente no resultado da sondagem independente (não controlada pelo S.TO.P.) realizada pelo Blogue do Arlindo. Nesta sondagem 63% dos professores manifestaram interesse em continuar a greve até 31 de julho e quando cerca de 200 escolas (apesar da campanha concertada anti-greve) já manifestaram vontade em continuar a greve (total ou parcialmente), para além do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores também continuar, pelo menos, até 27 de julho.

Qual a diferença em parar a greve a 13 de julho, ou continuar a greve após 13 de julho?

Se a greve dos professores terminar a 13 de julho, todo o nosso esforço financeiro (e não só) das últimas longas semanas desta nossa greve histórica, além de não ter levado o ME a ceder em nada de concreto, não impedirá que este ano letivo termine com normalidade e permitirá que o início do próximo ano letivo comece como se nada tivesse acontecido na Escola Pública durante junho e julho de 2018, recomeçando praticamente do zero.

Em contrapartida se existir um número significativo de escolas onde continue a greve dos professores (total ou parcialmente) até 31 de julho, esta nossa luta histórica afetará o final deste ano letivo e marcará decidida e ininterruptamente a nossa posição no arranque do próximo ano letivo.

Por que levar a greve até AGOSTO, neste caso a todo o serviço docente?

Muitos colegas que votaram para que a greve continuasse até 31 de julho contactaram o S.TO.P. alertando-nos para – na eventualidade de alguns diretores tentarem remarcar as férias dos professores chamando-os em agosto – como seria muito importante o S.TO.P. estender a greve até agosto a todo o serviço docente. E assim será. Ou seja, se algum diretor ousar tentar impedir o direito às férias (que todos os trabalhadores têm direito de forma irrenunciável e inalienável), o S.TO.P. tudo fará ao seu alcance para permitir o usufruto e salvaguarda de todos os que, legitimamente, têm férias marcadas em agosto. Concluindo, já entregámos pré-avisos de greve para os primeiros dias de agosto (respeitando os tempos de antecedência previstos na lei) e iremos, mais uma vez, solicitar uma reunião urgente com o Ministro Educação para iniciar um processo negocial.

Foto de S.TO.P.