“Vale tudo” e o exemplo de Seia

Colegas, já não há qualquer dúvida: o ME (e alguns diretores) estão a aplicar o “vale tudo” para ter pautas lançadas “de qualquer maneira“.

Tudo isso com recurso a intimidações e ameaças, com restrições claras ao direito à greve e às férias, violando princípios básicos do funcionamento dos Conselhos de Turma e desrespeitando totalmente os interesses e o trabalho dos alunos (recebemos até já provas de vários casos em que as notas do 2ºPeríodo foram automaticamente transferidas para o 3ºPeríodo!).

Colegas, todas essas e outras provas (de ilegalidades e intimidações) enviem para: s.to.p.juridico@gmail.com
(o S.TO.P. está já a trabalhar num processo conjunto contra o ME e alguns diretores).

Chegam ao cúmulo de questionar, desta forma, a decisão do próprio colégio arbitral com os seus serviços mínimos que terminaram a 5 de julho (se bastava um email da Dgest para resolver isto “a qualquer preço” porque o ME chamou o colégio arbitral em finais de junho?). O ME/governo PERDEU TOTALMENTE A FACE!

Nada ficará como antes porque a classe docente fez a maior greve na Educação em Portugal e testemunhou com quem pode (e não pode) verdadeiramente contar.

O S.TO.P. falou hoje à tarde com professores resistentes nomeadamente de Seia que, apesar de todas as pressões/ilegalidades, mantêm a greve (como em outras escolas).

Bem perto da nossa Serra da Estrela esses colegas são uma referência inspiradora e brilhante (juntamente com outras estrelas por todo o país) que iluminam uma sociedade/céu mergulhada numa escuridão (cada vez menos democrática e sem direitos elementares).

Não é essa a sociedade que queremos deixar aos nossos alunos/filhos e netos!

SOMOS PROFESSORES e não desistimos, nem desistiremos de lutar por uma Escola Pública de qualidade para todos e com democracia/liberdade!

Escolas Básicas de Seia continuam em GREVE apesar dos sindicatos afectos às grandes Centrais Sindicais – a UGT e a CGTP…

Pubblicato da Notícias de Seia su Mercoledì 18 luglio 2018

Os DIREITOS não se suspendem!

Colegas, recebemos informações de alguns professores a quem diretores terão dito oralmente que “as suas férias estão suspensas”.

ATENÇÃO as férias são um direito de qualquer trabalhador e OS DIREITOS NÃO SE SUSPENDEM!

Quando estes colegas pediram aos diretores isso por escrito, até agora NENHUM diretor ousou fazê-lo. POR QUE SERÁ? Como todos sabemos, se é só dito oralmente não tem qualquer valor legal, logo o professor pode ir de férias legalmente (como já temos conhecimento de muitos colegas que o fizeram sem qualquer problema).

O que o diretor pode fazer legalmente é, invocando motivos excecionais, POR ESCRITO remarcar as férias individualmente de cada colega. Ou seja, ao alterar as férias individualmente para cada colega (SEMPRE POR ESCRITO) tem que nesse momento marcar as novas datas de férias, que pelo ECD terão no máximo que acontecer até início de setembro (para quem legitimamente não quer interromper as suas férias já planeadas em agosto, o S.TO.P. já entregou pré-avisos de greve até 10 de agosto e irá, caso seja necessário, gradualmente estender esses pré-avisos para todo o mês de agosto para, dentro do que nos é possível garantir, permitir que os professores em causa não tenham qualquer falta injustificada).

Ou seja, colegas, não se intimidem por “ordens” meramente orais/verbais. Peçam TUDO por escrito(vão ver que na esmagadora maioria dos casos isso não acontecerá porque o diretor tem consciência da sua ilegalidade como é o caso de tentar “suspender” as férias).

O S.TO.P. está a preparar um processo conjunto contra o ME e alguns diretores e continuamos a recolher todas as provas (convocatórias, atas, tentativas de suspensão de férias, etc) das inúmeras ilegalidades cometidas durante esta nossa greve histórica.

Todas essas provas enviem para: s.to.p.juridico@gmail.com

JUNTOS SOMOS + FORTES!


Mais informações sobre as férias e a greve do S.TO.P.: https://www.facebook.com/…/a.19370137366…/2016405498674262/…

Foto de S.TO.P.

A intimidação continua!

Colegas, o S.TO.P. continua a receber relatos de INTIMIDAÇÕES por parte de direções escolares com o intuito de se cumprir a “nota informativa” de 11 de junho.

ATENÇÃO, se tivermos pelo menos um colega a fazer greve (e a não assinar a folha de presenças da reunião de avaliação) NINGUÉM nos/vos pode obrigar a continuar a reunião. Ou seja, quando um colega está a fazer greve É TOTALMENTE ILEGAL continuar a reunião e os restantes colegas devem-se RECUSAR A CONTINUAR A PARTICIPAR NA REUNIÃO e fazer sempre a ata, explicando.

Se vos ameaçarem com processos disciplinares ou algo semelhante, acreditem que esses alegados “processos” a avançar terão um efeito BOOMERANG e irão direitinhos para os únicos que estão a cometer ilegalidades (que não somos nós certamente). Por isso é que em TODOS os casos que conhecemos, as ameaças não passam de “bocas” e depois nada é formalizado por escrito porque eles sabem que estão a cometer ilegalidades (e naturalmente não querem deixar provas escritas).

Obviamente que o S.TO.P. defenderá TODOS os professores (e como sabem temos contato com os melhores advogados do país na área do direito laboral). JUNTOS SOMOS + FORTES!Foto de S.TO.P.