Gestão dos recursos humanos do ME compromete quem trabalha e estuda nas Escolas

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Colegas, após um ano letivo particularmente cansativo e exigente para os alunos, as suas famílias e os professores, o ME determina que:
 
– 2ª Fase dos exames será entre 1 a 7 Setembro, com exames Nacionais de manhã e de tarde (com os docentes a fazer vigilância e coadjuvantes dos exames).

– Afixação 2ª Fase dia 16 Setembro (o que implica que até esta data muitos professores estarão a corrigir os exames).
 
Após 16 Setembro haverá consultas de provas e reapreciações até 22 Set.

No entanto o ME pretende que o ano letivo comece a 14 a 17 Setembro 
o que implica trabalho docente prévio nomeadamente inúmeras reuniões e planificações dos vários cenários para o Ensino Presencial/Ensino Misto/ E@D (logo o início das aulas coincide com as tarefas dos exames, que são prioritárias).

Os professores acabaram o ano letivo esgotados e começar um novo ano letivo particularmente mais exigente (que terá mais dias de aulas, menos interrupções e com intervalos entre aulas muito reduzidos) com coincidência entre serviço de exames (Secretariado de Exames, P. Vigilantes, Coadjuvantes, Classificadores) e início do ano letivo não é inteligente em termos de gestão dos seus recursos humanos (a classe docente em Portugal é das mais envelhecidas da Europa). Estas medidas além de representarem uma desconsideração a estes profissionais, terá como consequência uma pior preparação do próximo ano letivo (precisamente o ano em que as primeiras semanas seriam de recuperação/consolidação das matérias referentes ao 3.ºPeríodo anterior) e poderá potenciar um aumento do número de baixas médicas ao longo do próximo ano letivo. 

Além disso o ME não pretende reduzir o número de alunos por turma algo essencial não só para ajudar a conter o contágio da COVID-19 mas também para melhorar a qualidade de ensino-aprendizagem. Concluindo, desta forma, este ME demonstra que gere os seus recursos humanos de forma incompetente pondo em risco a qualidade de ensino para os nossos alunos.
 
O S.TO.P. apresentou há várias semanas esta denúncia ao ME (e aos media) e como sempre disponibilizámo-nos a reunir apresentando as nossas propostas no sentido de uma melhor gestão dos seus recursos humanos e em defesa da saúde de todos que frequentam as Escolas. Inexplicavelmente (perante a gravidade da situação) até hoje continuamos sem qualquer resposta o que revela, mais uma vez, a desconsideração deste ME perante as comunidades educativas. 
 
Continuaremos a lutar por JUSTIÇA e RESPEITO para todos que trabalham e estudam nas Escolas.