GREVE POR SEGURANÇA E QUALIDADE NAS ESCOLAS

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Apesar da narrativa do governo, em muitas escolas não estão garantidas condições de segurança (e de qualidade de ensino) para os alunos, Profissionais de Educação e respetivas famílias. 

Mesmo com uma espécie de “lei da rolha” que existe em muitas escolas e de se evitar ao máximo realizar testes nas escolas (mesmo aos contactos próximos de infectados), em Portugal o grupo etário dos 10 aos 19 anos (idade escolar) é claramente aquele onde o aumento de casos COVID-19 tem sido mais expressivo (um aumento de 142%!). É difícil não relacionar estes números com as medidas insuficientes e assimétricas que estão a ser aplicadas nas Escolas (tanto em termos preventivos como de atuação face a casos de infeção de COVID-19)

Após 2 meses do início deste ano letivo continuam milhares de alunos sem professores de várias disciplinas e também ainda faltam milhares de assistentes operacionais nas Escolas, estes que são particularmente essenciais para garantir a higiene/segurança neste contexto de pandemia.

E o governo continua sem uma resposta urgente e uniforme para estes e outros graves problemas que se vivem em muitas escolas e que criam um sentimento de insegurança crescente.

Tendo como base os resultados do recente inquérito independente realizado em parceria com o ComRegras, Blog DeAr Lindo e Vozprof, o S.TO.P. avança para a greve. Esta greve é dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente) que não sintam segurança na sua Escola (para si e os seus alunos) pretende exigir medidas concretas para que os nossos alunos possam aprender em segurança numa Escola de qualidade para todos e em condições de igualdade em todo o país nomeadamente:

um protocolo igual em todo o país que torne uniformes as medidas a adotar perante infeções da COVID-19 nas escolas (com testes para todos os contactos próximos, incluindo os da escola). Uniformizar também os procedimentos de prevenção da COVID-19 em todas as escolas nomeadamente a medição da temperatura corporal a todos os elementos da comunidade educativa à entrada dos Estabelecimentos Escolares bem como a utilização de separadores acrílicos entre alunos e alunos/professores dentro da sala de aula;

transparência total dos reais números de casos COVID-19 em cada escola. Pelo fim de uma espécie de “lei da rolha” que muitas escolas estão a aplicar, tentando esconder nomeadamente dos profissionais da educação e dos encarregados de educação os casos de infeções que vão surgindo. A sociedade tem direito a saber o que realmente se passa nas nossas escolas e não é com “secretismos” que as Escolas ganham confiança das comunidades educativas;

a contratação efetiva (e sem precariedade) de todos os profissionais de educação (pessoal docente e não docente) realmente necessários para acompanhar devidamente os nossos alunos. Também é fundamental a valorização destes Profissionais da Educação (em particular do pessoal não docente) cada vez mais essenciais para a segurança e bem-estar dos nossos alunos e de todas as comunidades educativas;

um regime de proteção aos Profissionais de Educação inseridos nos grupos de risco definidos pela DGS em contexto da atual pandemia; 

iniciem efetivas medidas urgentes de rejuvenescimento da classe docente e simultaneamente de atração de jovens para esta profissão e dos muitos que foram forçados a desistir de o ser (nomeadamente o fim da injustiça dos colegas lesados na Segurança Social, criação de subsídios de alojamento/transporte para docentes deslocados e a vinculação imediata dos professores contratados efetivamente necessários para o sistema educativo);

– uma significativa redução do número de alunos por turma que, além das vantagens no contexto atual da pandemia, permitiria uma melhor qualidade de ensino particularmente quando todos reconhecem que as aprendizagens de milhares de alunos foram severamente comprometidas no 3.ºPeríodo.

Todas estas medidas, em última instância, defendem o direito dos nossos alunos aprenderem em segurança numa Escola de qualidade para todos e em todo o país. Isto é manifestamente incompatível com profundas assimetrias regionais, turmas enormes e Profissionais de Educação esgotados, desmotivados e profundamente desrespeitados.

Pré-avisos de greve já entregues: https://sindicatostop.pt/pre-avisos-de-greve-4/

NOTA IMPORTANTE: Obviamente, como em qualquer greve de vários dias, cada um tem o direito a fazer greve apenas nos dias que entender (independentemente de serem sócios ou não do S.TO.P.). Se possível tentem coordenar isso com mais colegas das vossas escolas e/ou tentem dinamizar fundos de greve.

Material a imprimir (cartaz + motivos da greve) para colocarem nas vossas escolas: https://drive.google.com/…/1oUywyj31RXiWNpj…/view…
 
Também podem PARTILHAR e/ou enviar via email para todos os Profissionais de Educação (da vossa ou de outras escolas).
 
As principais reivindicações da greve na Rádio: