JUNTAR FORÇAS a 2 de novembro: GREVE e CONCENTRAÇÃO no parlamento

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Tivemos conhecimento que várias estruturas sindicais docentes convocaram uma greve nacional para dia 2 de novembro. Apesar das dezenas de convites que o S.TO.P. desde 2018 enviou a todos os sindicatos/federações docentes para juntar forças sobre várias temáticas (incluindo as que se encontram nas reivindicações desta greve), constatamos, mais uma vez, que não fomos convidados a participar nesta decisão ou sequer nos apelaram a qualquer unidade nesta greve.
No entanto, como no S.TO.P. o que nos move é exclusivamente a defesa de quem trabalha nas escolas e acreditamos genuinamente na importância da UNIÃO, vimos por este meio, mais uma vez, sem qualquer sectarismo, expressar a nossa solidariedade com esta greve, cujas reivindicações, como é público, são comuns não apenas com o que o S.TO.P. defende, mas também com outros sindicatos/federações docentes.

QUEM NOS ATACA, QUER-NOS DIVIDIDOS PARA CONTINUAR A REINAR
Quem acredita de forma consequente na importância da unidade tem que demonstrá-lo, não apenas na retórica, mas sobretudo com exemplos práticos. E nós somos consequentes, por isso no passado fomos o único sindicato a convidar todos os outros sindicatos/federações docentes a juntar forças e também agora, considerando que, como sempre, numa greve/luta entre M.E. e quem trabalha nas escolas, não deve haver dúvidas: estamos sempre ao lado dos trabalhadores.

No entanto, continuamos a considerar que face à brutal dimensão das injustiças e ataques a quem trabalha nas escolas, dificilmente esses ataques serão travados com as formas tradicionais de lutas/greves de um dia e sem mobilização da classe. É fundamental a construção democrática de um PLANO de LUTA CONSEQUENTE, idealmente dinamizada por todo o movimento sindical unido. O S.TO.P. como sempre está disponível para isso. E os outros sindicatos/federações?

FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO
É preciso fazer o que ainda não foi feito para tentar mobilizar quem trabalha nas escolas, mas também tentar ganhar, pelo menos, parte da população que tanto tem sido prejudicada pelos brutais ataques aos Profissionais da Educação, nomeadamente, as famílias das dezenas de milhar de alunos sem professor a uma ou mais disciplinas.

Será que também não teria sentido que todos os sindicatos/federações docentes discutissem e avaliassem entre si a possibilidade de criar fundos de greve para apoiar quem faz greves mais prolongadas? Esta e outras ideias poderiam ser naturalmente melhoradas ou até substituídas por outras eventualmente melhores, mas isso só é possível se houver a mínima vontade dos sindicatos/federações docentes em reunir com todos e fazer o que ainda não foi feito, em defesa de todos que trabalham nas escolas.

O S.TO.P., como sempre, está disponível a juntar forças e a discutir desde já com todos, o que podemos fazer para inovar as lutas sindicais. Mais alguma estrutura sindical está disponível para isso? Se sim, apesar de nunca termos recebido qualquer convite, estamos disponíveis para reunir com quem quiser juntar forças.

Também apelamos a que no dia de greve de 2 de novembro todos os professores (e não apenas os dirigentes e ativistas sindicais) apareçam no PARLAMENTO quando o Ministro da Educação estiver a defender o atual (vergonhoso) orçamento para a Educação. Consideramos que esta concentração deve ser o mais abrangente mas também o mais democrática possível dando VOZ A TODOS os professores que queiram dizer/propor de sua justiça (e não apenas aos dirigentes sindicais ou a pessoas com a mesma posição que estes).

Claramente consideramos que, apesar das diferenças, é mais positivo nomeadamente para quem trabalha nas escolas que a greve e a concentração de 2 de novembro tenha o maior sucesso possível (até para permitir que se possa avaliar posteriormente outras formas de luta mais fortes).

Em mais um sinal de convergência e de não sectarismo, como o fizemos em 2018, estamos solidários com a greve ao sobretrabalho e a greve às horas extraordinárias dinamizada por outros sindicatos/federações docentes.

Por último, acreditamos que se todos os sindicatos/federações docentes tivessem esta postura de unidade com iniciativas/lutas dinamizadas por outros, as condições de quem trabalha nas escolas seriam hoje muito melhores, nomeadamente porque a greve às avaliações em 2018 poderia ter sido vitoriosa (ver provas aqui: https://sindicatostop.pt/nao-esquecemos-4-anos-da…/).

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