MAIS MILHÕES PARA A BANCA (e os seus amigos). Para quando a valorização de quem trabalha nas Escolas?

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No último ano em que todos reconheceram (incluindo o ME) o excelente trabalho, esforço e dedicação que a classe docente demonstrou (no atual contexto da pandemia), por motivos economicistas o governo insiste em manter o roubo no tempo de serviço docente e que todos os Profissionais da Educação devem ser avaliados com quotas totalmente artificiais e injustas.

No entanto, o mesmo governo já não é “economicista” quando permitiu que se retirasse dos recursos públicos mais de 20 mil milhões de euros para a banca, sendo só para o Novo Banco (NB) 2 976 milhões (e, pelo contrato, pode ir buscar mais 914 milhões de euros). O NB registou um prejuízo de 1329,3 milhões de euros em 2020, um agravamento face aos 1058,8 registados em 2019 no entanto isso não impediu que os seus administradores, além dos seus salários milionários, tenham direito a prémios extra de 1,9 milhões de euros relativamente a 2020.

Para quem dá prejuízo de milhões não se rouba “tempo de serviço” nem se precariza mas permite-se que estes se premeiem com extras de milhões. Enquanto isso continuamos com a vergonha da precariedade nas escolas (ex: Professores contratados, AEC e os Lesados da Segurança Social) e com os salários de miséria do pessoal não docente. Ou seja, há sistematicamente sempre muitos milhões para a banca (e os seus amigos) mas supostamente não há dinheiro para valorizar quem trabalha na Educação e Saúde.

A Educação/Saúde e os seus profissionais é que merecem o investimento público porque são estes os responsáveis pela manutenção de serviços essenciais para o bem-estar das nossas populações.