S.TO.P. desafia governo a visitar o país real

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CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DO S.TO.P. (a 15 de setembro) à frente da Secundária Avelar Brotero em Coimbra

Ontem, numa Escola em Benavente – Santarém, o 1.º Ministro alertou que pouco adianta as Escolas terem muito cuidado com os contágios se depois em casa, as famílias não fizerem a sua parte. Curiosamente, António Costa, “esqueceu-se” de dizer que também de pouco servirá às Escolas e às famílias fazerem a sua parte se depois o Governo/ME não disponibiliza atempadamente os Profissionais de Educação (ex: Assistentes Operacionais e Docentes) e as verbas necessárias para a aquisição dos materiais essenciais (ex: EPC – sinalética normalizada e separadores em acrílico para alunos e docente) à prevenção contra este vírus pandémico. Temos conhecimento de Profissionais de Educação que estão a contribuir financeiramente para dotar a sua Escola de medidas básicas de segurança e sinalização.

Convidamos o governo (1.º Ministro, Ministro da Educação e seus Secretários de Estado) a visitarem o país/Escola real onde muitas dezenas de milhar de alunos estão em turmas com 28 ou mais alunos (por exemplo nesta Secundária Avelar Brotero a maioria das turmas tem 28 ou mais alunos, incluindo 31 alunos numa turma). Com turmas deste tamanho como vai ser possível manter distância mínima de segurança? Como as famílias podem ficar descansadas quando sabem que os seus filhos estão em turmas com tantos alunos?

Denunciamos a irresponsabilidade por parte deste Governo/ME na gestão de recursos humanos que, ao não proteger atempadamente os Profissionais de Educação inseridos em grupos de risco definidos pela DGS no contexto desta pandemia e a poucos dias da abertura das aulas, diz para esses Profissionais de Educação “METEREM BAIXA”. Esta gestão de recursos humanos ruinosa poderá implicar que muitos milhares de alunos fiquem sem professor de várias disciplinas durante longas semanas. 

O S.TO.P. reafirma que mantém o pré-aviso de greve até dia 17 de setembro (inclusive) para permitir que os Profissionais de Educação possam ter direito a fazer greve nas Escolas onde manifestamente considerem que não estão reunidas as condições mínimas de segurança para si e para os seus alunos (e respetivas famílias). Defendemos o ensino presencial, mas em condições mínimas de segurança para nós e os nossos alunos. Para isso o governo tem que priorizar o investimento nas Escolas, em vez de continuar a financiar sucessivamente bancos com negociatas duvidosas. 

Link para a notícia na SIC: https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-09-15-Sindicato-desafia-Governo-a-visitar-o-pais-real-onde-ha-turmas-com-30-alunos