SOLIDARIEDADE COM A GREVE 18/11/2022 e convite para juntar forças

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Caros colegas dirigentes sindicais da FENPROF e CGTP,
Tivemos conhecimento que as vossas estruturas sindicais convocaram uma greve nacional de todos os trabalhadores da função pública para dia 18 de novembro (incluindo o pessoal docente e não docente). Vimos por este meio, mais uma vez, expressar a nossa solidariedade com esta greve, cujas reivindicações, como é público, são comuns não apenas com o que o S.TO.P. defende mas também com outros sindicatos/federações docentes. 
 
Como sabem, o S.TO.P. tem enviado a todos os sindicatos/federações docentes e centrais sindicais vários convites para juntarmos forças em defesa de questões fundamentais para quem trabalha nas escolas e na função pública (inclusive muitas das reivindicações desta greve de 18 de novembro). Fraternalmente temos que vos transmitir que lamentamos não ter tido qualquer resposta a esse nosso convite porque acreditamos genuinamente que juntos seríamos mais fortes. 
 
QUEM NOS ATACA, QUER-NOS DIVIDIDOS PARA CONTINUAR A REINAR
Se repararmos muitos dos problemas que afetam quem trabalha nas escolas são semelhantes aos que afetam quem trabalha por exemplo na função pública. Os diferentes governos têm conseguido dividir-nos para que assim sejamos mais fáceis de derrotar, cada um isolado e em separado no seu setor enquanto o governo está sempre unido (por exemplo o Ministro da Educação unido com o Ministro da Saúde). Por isso consideramos positiva a ideia de juntar numa luta todos os trabalhadores da função pública.
 
No entanto, continuamos a considerar que face à brutal dimensão das injustiças e ataques a quem trabalha nas escolas e na função pública, dificilmente esses ataques serão travados com as formas tradicionais de lutas/greves de um dia (ou as chamadas “greve carrossel” que separam a luta dos trabalhadores por regiões) e sobretudo sem um plano de luta consequente construído/decidido democraticamente pelos próprios trabalhadores. É fundamental a construção democrática de um plano de luta consequente, idealmente dinamizado por todo o movimento sindical unido. O S.TO.P. como sempre está disponível para isso e os outros sindicatos/federações/centrais sindicais? 
 
FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO
É preciso fazer o que ainda não foi feito para tentar mobilizar quem trabalha na função pública e na defesa da qualidade dos nossos serviços públicos. Será que no futuro não ganharíamos todos se, de forma coordenada entre todos os sindicatos/federações/centrais sindicais, tentássemos, além de mobilizar todos os trabalhadores da função pública, também apelar à participação das populações que tanto têm sido prejudicadas pelos brutais ataques aos serviços públicos essenciais como a Saúde e Educação (os muitos utentes em lista de espera ou as dezenas de milhar de alunos sem professor são apenas um exemplo)? 
 
Será que também não teria sentido que todos os sindicatos/federações/centrais sindicais discutissem e avaliassem entre si a possibilidade de criar fundos de greve para apoiar greves prolongadas? Esta e outras ideias poderiam ser naturalmente melhoradas ou até substituídas por outras eventualmente melhores, mas isso só é possível se houver a mínima vontade dos sindicatos/federações/centrais sindicais em reunir com todos e fazer o que ainda não foi feito em defesa de todos que trabalham na função pública e pela qualidade dos serviços públicos. 
 
O S.TO.P., como sempre, está disponível a juntar forças e a discutir desde já com todos, o que podemos fazer para inovar as lutas sindicais. Mais alguma estrutura sindical está disponível para isso? Se sim, apesar de nunca termos recebido qualquer convite, estamos disponíveis para reunir com quem quiser juntar forças. 
 
IMPORTÂNCIA DA UNIÃO A FAVOR DE QUEM TRABALHA
No S.TO.P. o que nos move é a defesa de quem trabalha nas escolas e acreditamos genuinamente na importância da união. Por isso agimos de forma consequente, no passado, sendo o único sindicato a convidar todos os outros sindicatos/federações docentes (por dezenas de vezes em torno de diferentes temáticas) e no presente, considerando que, como sempre, numa greve/luta entre M.E. e quem trabalha nas escolas não deve haver dúvidas: estamos sempre ao lado dos trabalhadores.
 
Claramente consideramos que, apesar das diferenças, é mais positivo nomeadamente para quem trabalha nas escolas que a greve de 18 de novembro tenha o maior sucesso possível (até para permitir que se possa equacionar posteriormente outras formas de luta mais consequentes).  
 
Esperamos que rapidamente nos respondam (ou convidem) para que juntos possamos fazer mais e melhor em prol dos direitos de todos que representamos.  
JUNTOS SERÍAMOS + FORTES! 
 
Com os melhores cumprimentos, 
Direção do S.TO.P – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação