VAGAS PARA A PROGRESSÃO AOS 5.º e 7.º ESCALÕES?! e breves notas sobre o(s) despacho(s) sobre habilitação própria para a docência

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Mais uma vez, a TUTELA (governo e ministério da educação) demonstra uma falta de respeito e consideração para com os professores que se encontram especificamente nesta situação, prolongando indefinidamente e sem negociação coletiva a saída do Despacho com os resultados das vagas para progressão aos 5º e 7º escalões referente ao ano de 2022.
Como já foi publicado inúmeras vezes, o S.TO.P. opõe-se radicalmente a este processo de condicionamento intencional com finalidades meramente economicistas para impedir a progressão na carreira de milhares de professores tirando daí dividendos económicos à custa do seu dedicado e altamente exigente trabalho. O S.TO.P. é o único Sindicato na área da Educação que não existia quando avançaram estes estrangulamentos na carreira (5.º e 7.º escalões) e dos modelos de avaliação (com quotas) ambos acordados em 2010 entre o ME e os maiores sindicatos/federações docentes (como podem verificar na seguinte notícia): https://www.rtp.pt/…/governo-assina-acordo-com…

No entanto, se a Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro está publicada e em vigor, o ME e o Governo deveriam dar o exemplo executivo e ético do seu cumprimento legal mostrando brio perante quem tutela. Infelizmente, está à vista de todos o seu procedimento oportunista.

Não aceitamos mais esta desconsideração pela classe docente. Já questionámos o ME/governo e iremos apresentar esta questão ao Provedor de Justiça e aos media.

Se não resolverem este assunto até 15 de setembro de 2022 iniciamos a colocação de cartazes frente a organismos do estado (ME, DGAE, DGEsTE, DREs ou escolas denunciado publicamente esta situação).

A TUTELA que sinta vergonha e que devolva aos PROFESSORES aquilo que é seu por direito uma vez que foi a própria TUTELA a implementar este sistema oportunista e injusto.

Juntos Somos Mais Fortes e Havemos de Vencer.
A Partilhar!

NOTA 1: Como é público o S.TO.P. como sindicato foi pioneiro a criticar categoricamente a intenção do ME em alterar as habilitações próprias para a docência e todas as consequências que isso acarretaria para a dignificação da classe docente e para a qualidade do ensino na Escola Pública. O despacho sobre habilitações próprias enviado pelo ME a 22 de agosto infelizmente só confirmou que as nossas denúncias foram corretas e não “prematuras” ou fruto de “adivinhação” como dirigentes de outros sindicatos/federações docentes nos acusaram publicamente: https://observador.pt/…/fenprof-governo-anda-a-ver…/…

NOTA 2: O facto de termos recebido há poucas horas ao final do dia 24 de agosto, novamente do ME, nova “versão” do referido despacho só revela o quanto todo este processo, que devido à sua fulcral importância deveria ser feito com muita ponderação, análise e auscultação de vários setores, está a ser feito apressadamente e “em cima do joelho”: OS NOSSOS ALUNOS MERECEM MELHOR!